Bem-vindos! 🖐️
Quando afirmamos que a questão mais importante na
vida é como respondemos a Jesus, somos imediatamente levados a olhar para os
próprios evangelhos e perceber que, em cada encontro com Ele, essa pergunta
estava implícita. Vemos pessoas se aproximando de Cristo com diferentes
atitudes: alguns O seguem com fé humilde, como os discípulos que deixaram redes
e barcos; outros O procuram apenas por causa dos milagres e do pão; outros O
confrontam com incredulidade, como certos fariseus; e há ainda os que O rejeitam
abertamente, como as multidões que clamaram por Sua crucificação. Em textos
como João 6, depois de um discurso difícil, muitos discípulos voltaram atrás e
já não andavam com Ele, enquanto Pedro confessou: “Senhor, para quem iremos? Tu
tens as palavras de vida eterna”. O próprio Senhor pergunta aos discípulos: “E
vós, quem dizeis que eu sou?”, como em Mateus 16. Ao longo dos evangelhos, fica
claro que não é possível permanecer neutro diante de Jesus; cada pessoa, de
algum modo, O recebe ou O rejeita.
No contexto original, essa resposta a Jesus não
era apenas uma opinião religiosa, mas uma decisão que envolvia reconhecer quem
Ele realmente é. Jesus não se apresenta apenas como mestre moral ou profeta;
Ele se revela como o Filho de Deus, o Messias prometido, o Cordeiro que tira o
pecado do mundo. Para os judeus do primeiro século, aceitar Jesus como o Cristo
significava reconhecer que as promessas do Antigo Testamento estavam se
cumprindo nEle. Rejeitá-Lo era rejeitar o próprio plano redentor de Deus. À luz
da história da redenção, Cristo é o centro para o qual toda a Escritura aponta.
Desde Gênesis 3, com a promessa da descendência que pisaria a cabeça da
serpente, até as profecias de Isaías sobre o Servo sofredor, tudo converge para
Ele. Portanto, responder a Jesus é, em última instância, responder ao próprio
Deus que Se revelou de forma plena e final em Seu Filho. Não estamos lidando
com uma questão periférica, mas com a realidade eterna: quem é Jesus para nós?
Senhor e Salvador, ou apenas uma figura distante?
A própria Escritura confirma essa centralidade.
Em Atos 4, Pedro declara que “não há salvação em nenhum outro”, afirmando que
não existe outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos
salvos. Em João 3, somos lembrados de que quem crê no Filho tem a vida eterna,
mas quem não crê já está condenado. Paulo escreve em Romanos 10 que, se com a
boca confessarmos Jesus como Senhor e em nosso coração crermos que Deus o
ressuscitou dentre os mortos, seremos salvos. E em Filipenses 2 vemos que chegará
o dia em que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é
Senhor. A Bíblia inteira ecoa a mesma verdade: a resposta que damos a Cristo
define nosso destino eterno e revela a condição do nosso coração diante de
Deus.
Diante disso, somos chamados não apenas a uma
resposta intelectual, mas a uma resposta de fé e arrependimento. A depravação
do nosso coração nos inclina a resistir a Cristo, a tentar viver como senhores
de nós mesmos. Mas o evangelho nos chama a nos render à graça soberana de Deus,
reconhecendo que somos pecadores e que somente em Cristo há perdão e
reconciliação. Como temos respondido a Jesus em nossas decisões diárias? Ele é
apenas parte da nossa vida ou é o centro que governa nossos pensamentos, prioridades
e relacionamentos? Se alguém nos observasse de perto, veria evidências de que
pertencemos a Ele? Essa verdade também nos consola: se hoje cremos em Cristo, é
porque o próprio Espírito abriu nossos olhos e nos deu um novo coração. Isso
nos leva à gratidão e à humildade, não ao orgulho. Que, como pequeno grupo,
possamos examinar nossa resposta a Jesus, encorajar uns aos outros na fé,
apontar continuamente para a suficiência da obra de Cristo e nos prostrar em
oração, pedindo que Ele fortaleça nossa confiança nEle e nos faça viver como
discípulos que realmente creem que a questão mais importante da vida já foi
respondida pela graça: Jesus é o Senhor.
✍️ Pr. Jorge R. Lisboa ©2026
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