Bem-vindos! 🖐️
Querido irmão, querida irmã,
há frases da Bíblia que parecem abrir uma janela
no meio do dia. A gente está no corre-corre, com a mente cheia de preocupações
pequenas e grandes, e, de repente, a Palavra nos convida a levantar os olhos.
“Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra!” (Sl
8.1). É como se Davi dissesse: pare um instante… respire… olhe para o alto… e
perceba Quem governa tudo isso.
O “nome” do Senhor, nas Escrituras, não é apenas
um som bonito ou um título religioso. O nome revela o próprio Deus: seu
caráter, sua glória, sua fidelidade, sua presença. Quando a Bíblia fala do nome
do Senhor, está falando de Quem Ele é. E Davi, ao contemplar a criação, fica
tomado por assombro santo: o Deus invisível deixou marcas visíveis por toda
parte. O céu anuncia; a terra ecoa; o mar repete em ondas; os campos pregam em
silêncio. Como lemos também: “Os céus proclamam a glória de Deus” (Sl 19.1). É como
se o mundo inteiro fosse um grande púlpito — e Deus, o tema inevitável.
Mas perceba algo ainda mais precioso: Davi não
diz apenas “quão admirável és tu”, e sim “Ó SENHOR, Senhor nosso…”. Há
reverência e há proximidade. Ele é o SENHOR, o Deus soberano, santo, alto e
exaltado. E, ao mesmo tempo, Ele é “nosso” — o Deus da aliança, que se dá a um
povo, que chama pelo nome, que faz morada com os seus. A admiração aqui não é
fria, distante, acadêmica. É a admiração de quem conhece o Senhor e, por isso
mesmo, fica ainda mais maravilhado.
E então vem aquela pergunta que sempre nos
desmonta com ternura: “Que é o homem, que dele te lembres?” (Sl 8.4). Em outras
palavras: diante de tanta grandeza, por que Deus se importa comigo? Por que Ele
me vê? Por que Ele me sustenta? É aqui que a beleza do nome do Senhor deixa de
ser apenas um quadro no céu e se torna esperança no coração. Porque o nome
admirável de Deus não brilha somente no universo; ele brilha também na maneira
como Ele trata gente pequena, frágil, pecadora, como nós.
A maior prova de que o nome do Senhor é admirável
sobre toda a terra não é apenas o fato de existirem estrelas incontáveis, mas o
fato de Deus ter vindo até nós em Jesus Cristo. O Filho eterno entrou na
história, tomou carne, carregou nossas dores e nossos pecados, e foi obediente
até a morte — e morte de cruz. E então, Deus o exaltou “e lhe deu o nome que
está acima de todo nome” (Fp 2.9). Ou seja: o nome admirável de Deus tem rosto.
Tem mãos furadas. Tem um túmulo vazio. Quando você quer entender o quão admirável
é o nome do Senhor, olhe para Cristo. Ali a glória e a graça se encontram. Ali
a santidade não diminui, mas salva. Ali Deus não se torna menos Deus para se
aproximar de nós; Ele manifesta seu coração de forma ainda mais clara.
Talvez hoje você esteja com o coração cansado, e
tudo pareça pequeno demais, apertado demais, confuso demais. Então deixe essa
frase do salmo te reposicionar por dentro. Às vezes, nossa ansiedade é um tipo
de miopia espiritual: a gente só enxerga o problema encostado no rosto. O salmo
nos chama a recuar um passo, levantar os olhos e lembrar: o nome do Senhor é
admirável sobre toda a terra. Isso significa que nada fugiu do seu domínio.
Nada escapou do seu cuidado. Nada está fora do alcance da sua mão. E, ao mesmo
tempo, esse Deus grande não te trata como detalhe. Ele se lembra. Ele se
inclina. Ele conduz.
Que hoje você ande mais devagar por um instante —
nem que seja só dentro de você — e diga ao Senhor, com a sinceridade de quem
precisa reaprender a adorar: “Pai, eu estava olhando só para o chão. Levanta
meus olhos.” E que a sua alma, novamente, encontre repouso nesta verdade: o
nome do Senhor é admirável, e o Deus desse nome se revelou plenamente em Jesus.
Nele, a grandeza vira consolo; a majestade vira abrigo; a glória vira salvação.
Amém.
✍️ Pr. Jorge R. Lisboa
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